O setor bancário brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido agregado de R$ 112 bilhões — crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reflete a combinação de spread bancário elevado, inadimplência controlada e crescimento moderado da carteira de crédito.
Os cinco maiores bancos — Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e Banco do Brasil — respondem por 82% dos ativos totais do sistema. Esse nível de concentração é superior ao de economias comparáveis e contribui para a manutenção de spreads elevados.
A entrada de fintechs e bancos digitais criou pressão competitiva em segmentos específicos — especialmente crédito pessoal e conta corrente — mas ainda não foi suficiente para reduzir estruturalmente o spread médio do sistema.